terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Divisão do estado do Pará


Divisão do Estado do Pará
        

A proposta de divisão do Pará

Localizado na Região Norte, o estado do Pará, com extensão territorial de 1.247.950,003 quilômetros quadrados, é a segunda maior unidade federativa do Brasil, correspondendo a 14,6% do território nacional, atrás somente do Amazonas (1.559.161,682 km²). Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de 7.581.051 habitantes, distribuídos em 143 municípios.

A grande extensão territorial do Pará tem sido um dos argumentos utilizados para uma divisão desse território e a consequente formação de dois novos estados, além do atual Pará: Tapajós e Carajás. Os defensores desse projeto alegam que em razão da extensão paraense, as políticas públicas não são realizadas com eficácia, e a redução dessa área proporcionaria administrações mais eficientes.

Outros estados brasileiros foram criados através da divisão de uma unidade federativa, como, por exemplo, o Tocantins (divisão de Goiás) e Mato Grosso do Sul (fragmentação do Mato Grosso).

Caso seja concretizada a fragmentação do território paraense, o estado de Carajás, localizado na porção sudeste, terá 285.000 quilômetros quadrados, cuja capital será a cidade de Marabá. A população dessa região é de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Essa região apresenta grande riqueza mineral (minério de ferro), além do desenvolvimento da pecuária.

O estado de Tapajós, por sua vez, terá 722.000 quilômetros quadrados, sendo, portanto, o mais extenso. Apesar de compreender a maior área do Pará, essa região é a menos populosa: cerca de 1 milhão de habitantes. Sua capital será a cidade de Santarém. Essa região apresenta pouco desenvolvimento econômico, composta por grandes áreas preservadas e muitos rios.

Restariam cerca de 240.689 quilômetros quadrados para o estado do Pará, sua população seria reduzida para aproximadamente 5,2 milhões de habitantes.

Opositores a essa divisão argumentam que esse processo geraria gastos desnecessários para a União e que essa proposta é uma estratégia política, pois 3 novos cargos de senadores e 8 de deputados seriam proporcionados para cada um desses novos estados.

Outro aspecto negativo alegado refere-se à economia dessas novas unidades federativas, visto que a região de Tapajós possui grandes áreas florestais, sendo proibido o desmatamento, além de reservas indígenas e áreas de conservação integral. No entanto, os defensores dessa divisão alegam que Tapajós possui grande potencial econômico, através da expansão da fronteira agrícola.

Caso seja aprovado o projeto de divisão do Pará, um plebiscito será organizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER) paraense. Essa votação está prevista para 2011, caso seja aprovada, o Pará não será afetado somente no espaço físico, mas também nos aspectos administrativos e socioeconômicos.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Fonte; site escola Brasil

Construção da usina de Belo Monte

Será que o Brasil precisa de Belo Monte?

CI-Brasil (Ong Conservation International – Brazil) divulga posicionamento sobre hidrelétrica; a ONG trabalha com índios Kayapó há mais de 18 anos.
Contexto: O projeto ressurge como uma obra estratégica, apresentada por meio de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de mais de 20 mil páginas, como a possível terceira maior hidrelétrica do mundo, perdendo apenas para a usina Três Gargantas (China) e para Itaipu (Brasil-Paraguai).
A hidrelétrica de Belo Monte propõe o barramento do rio Xingu com a construção de dois canais que desviarão o leito original do rio, com escavações da ordem de grandeza comparáveis ao canal do Panamá (200 milhões m3) e área de alagamento de 516 km2, o equivalente a um terço da cidade de São Paulo.
Questão energética: A UHE de Belo Monte vai operar muito aquém dos 11.223 MW aclamados pelos dados oficiais, devendo gerar em média apenas 4.428 MW, devido ao longo período de estiagem do rio Xingu, segundo Francisco Hernandes, engenheiro elétrico e um dos coordenadores do Painel dos Especialistas, que examina a viabilidade da usina.   Em adição, devido à ineficiência energética, Belo Monte não pode estar dissociada da ideia de futuros barramentos no Xingu. Belo Monte produzirá energia a quase 5.000 km distantes dos centros consumidores, com consideráveis perdas decorrentes na transmissão da energia.
Esse modelo ultrapassado de gestão e distribuição de energia a longas distâncias indica que o governo federal deveria planejar sua matriz energética de forma mais diversificada, melhor distribuindo os impactos e as oportunidades socioeconômicas (ex.: pequenas usinas hidrelétricas, energia de biomassa, eólica e solar) ao invés de sempre optar por grandes obras hidrelétricas que afetam profundamente determinados territórios ambientais e culturais, sendo que as populações locais, além de não incluídas nos projetos de desenvolvimento que se seguem, perdem as referências de sobrevivência.
Questão ambiental: A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, o EIA aponta para 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.
Outro ponto conflituoso é que o EIA apresenta modelagens do processo de desmatamento passado, não projetando cenários futuros, com e sem barramento, inclusive desconsiderando os fluxos migratórios, que estão previstos nos componentes econômicos do projeto, como sendo da ordem de cerca de cem mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos.
Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas: O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.
O projeto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora dos limites das Terras Indígenas, desconsidera e/ou subestima os reais impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais do empreendimento. Além disso, é esperado que a obra intensifique o desmatamento e incite a ocupação desordenada do território, incentivada pela chegada de migrantes em toda a bacia e que, de alguma forma, trarão impactos sobre as populações indígenas.
Como já exposto, o Trecho de Vazão Reduzida afetará mais de 100 km de rio e isso acarretará em drástica redução da oferta de água.  Os impactos causados na Volta Grande do Xingu, que banha diversas comunidades ribeirinhas e duas Terras Indígenas – Juruna do Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ambas no Pará -, serão diretamente afetadas pela obra, além de grupos Juruna, Arara, Xypaia, Kuruaya e Kayapó, que tradicionalmente habitam as margens desse trecho de rio. Duas Terras Indígenas, Parakanã e Arara, não foram sequer demarcadas pela Funai. A presença de índios isolados na região, povos ainda não contatados, foram timidamente mencionados no parecer técnico da Funai, como um apêndice.
A noção de afetação pelas usinas hidrelétricas considera apenas áreas inundadas como “diretamente afetadas” e, por conseguinte, passíveis de compensação.   Todas as principais obras ficarão no limite das Terras Indígenas que, embora sejam consideradas como “indiretamente afetadas”, ficarão igualmente sujeitas aos impactos físicos, sociais e culturais devido à proximidade do canteiro de obras, afluxo populacional, dentre outros. O EIA desconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado), insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para o deslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversas epidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com a chegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia.

Polêmicas: O processo de licenciamento da UHE Belo Monte tem sido cercado por polêmicas, incluindo ausência de estudos adequados para avaliar a viabilidade ambiental da obra, seu elevado custo, a incerteza dos reais impactos sobre a biodiversidade e as populações locais, a ociosidade da usina durante o período de estiagem do Xingu, e a falta de informação e de participação efetiva das populações afetadas nas audiências públicas.
No final de dezembro de 2009, os técnicos do Ibama emitiram parecer contrário à construção da usina (Parecer 114/09, não publicado no site oficial), onde afirmam que o EIA não conseguiu ser conclusivo sobre os impactos da obra: “o estudo sobre o hidrograma de consenso não apresenta informações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade que garante a segurança alimentar e hídrica das populações do trecho de vazão reduzida (TVR) e os impactos decorrentes dos fluxos migratórios populacionais, que não foram dimensionados a contento”. A incerteza sobre o nível de estresse causado pela alternância de vazões não permite inferir com segurança sobre a manutenção dos estoques de pescado e das populações humanas que desses dependem, a médio e longo prazos. Ainda segundo o parecer técnico, para “a vazão de cheia de 4.000m3/s, a reprodução de alguns grupos de peixes é apresentada no estudo como inviável”, ou seja, o grau de incerteza denota um prognóstico extremamente frágil.
No início deste ano (01/02/10), o governo federal anunciou a liberação da licença prévia para a construção da UHE Belo Monte sob 40 condicionantes, nem todas esclarecidas. A licença foi liberada num tempo recorde e o leilão, que deveria acontecer em abril, foi adiantado para o início de março deste ano. Como a única voz dissonante, o ministro do Meio Ambiente enfatizou a concessão de R$1,5 bilhão como medidas mitigatórias ao projeto, um valor relativamente pequeno em relação ao custo estimado da obra (R$30 bilhões) e incerto para os impactos que ainda se desconhece.
Vale lembrar que uma bacia e seus povos repletos de história e diversidade social, ambiental e cultural nunca terão preço capaz de compensar tamanha riqueza.
Fonte: Resumido de Envolverde/SOS Mata Atlântica                                                                     
Impacto da obrahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Belo_Monte

Greenpeace fez protesto no dia da realização do leilão
IMPACTO DA CONSTRUÇÃO
Há opiniões conflitantes sobre a construção da usina. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.[33][35]
  1. O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.[36][37][38]
    Outro fator que pesa nas argumentações contra a construção é que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu[36]. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu[39]) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.[36][40]
    A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.[36] De resto, as análises sobre o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte feitas pelo Painel de Especialistas, que reúne pesquisadores e pesquisadoras de renomadas universidades do país, apontam que a construção da hidrelétrica vai implicar um caos social que seria causado pela migração de mais de 100 mil pessoas para a região e pelo deslocamento forçado de mais de 20 mil pessoas. Tais impactos, segundo o Painel, são acrescidos pela subestimação da população atingida e pela subestimação da área diretamente afetada.[41]
    Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.[42]
    O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas[42]. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir um pouco abaixo de 4,5 mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais[43] coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.[26]

     Relatório do IBAMA

    O Relatório de Impacto Ambiental, encomendado pela Eletrobras e efetuado pela Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht e Leme Engenharia, listou os impactos da hidrelétrica[12]:
    1. Geração de expectativas quanto ao futuro da população local e da região;
    2. Geração de expectativas na população indígena;
    3. Aumento da população e da ocupação desordenada do solo;
    4. Aumento da pressão sobre as terras e áreas indígenas;
    5. Aumento das necessidades por mercadorias e serviços, da oferta de trabalho e maior movimentação da economia;
    6. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da população na área rural e perda de atividades produtivas;
    7. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da População na área urbana e perda de atividades produtivas;
    8. Melhorias dos acessos;
    9. Mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais;
    10. Perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais;
    11. Aumento do barulho e da poeira com incômodo da população e da fauna, causado pela instalação da infraestrutura de apoio e das obras principais;
    12. Mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes;
    13. Alterações nas condições de acesso pelo Rio Xingu das comunidades Indígenas à Altamira, causadas pelas obras no Sítio Pimental;
    14. Alteração da qualidade da água do Rio Xingu próximo ao Sítio Pimental e perda de fonte de renda e sustento para as populações indígenas;
    15. Danos ao patrimônio arqueológico;
    16. Interrupção temporária do escoamento da água no canal da margem esquerda do Xingu, no trecho entre a barragem principal e o núcleo de referência rural São Pedro durante 7 meses;
    17. Perda de postos de trabalho e renda, causada pela desmobilização de mão de obra;
    18. Retirada de vegetação, com perda de ambientes naturais e recursos extrativistas, causada pela formação dos reservatórios;
    19. Mudanças na paisagem e perda de praias e áreas de lazer, causada pela formação dos reservatórios;
    20. Inundação permanente dos abrigos da Gravura e Assurini e danos ao patrimônio arqueológico, causada pela formação dos reservatórios;
    21. Perda de jazidas de argila devido à formação do reservatório do Xingu;
    22. Mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios;
    23. Alteração na qualidade das águas dos igarapés de Altamira e no reservatório dos canais, causada pela formação dos reservatórios;
    24. Interrupção de acessos viários pela formação do reservatório dos canais;
    25. Interrupção de acessos na cidade de Altamira, causada pela formação do Reservatório do Xingu;
    26. Mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios;
    27. Aumento da quantidade de energia a ser disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional – SIN;
    28. Dinamização da economia regional;
    29. Interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca;
    30. Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida;
    31. Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças no trecho de vazão reduzida;
    32. Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda stento no trecho de vazão reduzida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criação do estado da Palestina: Israel x Paquistão

Estado da Palestina


فلسطين
Filastin

Palestina
Flag of Palestine.svg
Palestinian National Authority COA.svg
BandeiraBrasão de armas
Hino nacional: Biladi
Gentílico: palestiniano, palestino

Localização  Palestina

Localização do Estado da Palestina no Médio Oriente
CapitalJerusalém Oriental (reivindicada)
31°47′N 35°13′E
Cidade mais populosaGaza
GovernoRepública semipresidencialista de democracia parlamentar
 - Presidente
(em disputa)
Mahmoud Abbas (Cisjordânia)
Aziz Duwaik (Faixa de Gaza)
 - Primeiro-ministro
(em disputa)
Salam Fayyad (Cisjordânia)
Ismail Haniyeh (Faixa de Gaza)
População
 - Estimativa de 20094.136.540 hab. (125.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2008
 - TotalUS$ 11,95 bilhão* USD 
 - Per capitaUS$ 2 900 USD 
Indicadores sociais
 - IDH (2007)0,731 (106.º) – médio
Fuso horário(UTC+1)
 - Verão (DST)(UTC+2)
Cód. Internet.ps
Cód. telef.+970
O Estado da Palestina (árabe: دولة فلسطين, transl. Dawlat Filastin) é uma organização política reconhecida parcialmente como um estado soberano no Oriente Médio. O Estado palestiniano controla algumas funções da administração pública nos territórios palestinianos. Ele foi proclamado no dia 15 de Novembro de 1988 em Argel pelo Conselho Nacional Palestiniano (o organismo legislativo da Organização para a Libertação da Palestina, OLP) através de uma votação com 253 votos a favor, 46 votos contra e 10 abstenções. O Estado palestiniano é administrado, desde 1994, pela Autoridade Nacional Palestiniana, e é reconhecido como um Estado soberano por 109 países.[1]
A declaração invocou o Tratado de Lausanne (1923) e a resolução 181.SFR da Assembléia Geral das Nações Unidas como forma de fundamentar a proclamação do "Estado da Palestina no nosso território Palestiniano com a sua capital em Jerusalém". Foi o esforço diplomático com maior sucesso no sentido da criação de um Estado Palestiniano, apesar do facto, o Estado da Palestina não possuia, na época, soberania sobre nenhum território. Actualmente a Autoridade Nacional Palestiniana ambiciona o estabelecimento de um Estado da Palestina e que possua um governo democrático e transparente, na totalidade da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, posição apoiada pelos Estados Unidos, União Europeia, UNASUL e Liga Árabe.
Ao longo do conflito israelo-palestino, as reivindicações pela independência do Estado da Palestina tem sido largamente ignoradas por Israel, mesmo após o plano de retirada realizado em 2005. Além disso, o Estado Palestino ainda não é um estado-membro efetivo da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo representado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que é apenas um membro observador da organização. Alguns países da União Europeia, como o Reino Unido, mantêm relações com a Autoridade Nacional Palestiniana, estabelecida através dos Acordo de Paz de Oslo.

Índice


 

[editar] Representação na Organização das Nações Unidas

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) obteve o estatuto de observador por parte da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1974 através da resolução 3237.
No dia 15 de Novembro de 1988 a Assembléia Geral adopta a resolução 43/177 pela qual reconhece a proclamação do Estado da Palestina pelo Conselho Nacional Palestiniano e decide que a designação "Palestina" deve ser usada no sistema interno da ONU em substituição da sigla OLP.
Em 7 de julho de 1998 a Assembléia Geral adoptou a resolução 52/250 que conferia à Palestina direitos adicionais e privilégios suplementares, nos quais se incluem o direito a participar no debate geral que tem lugar no início de cada sessão da Assembléia Geral, o direito de réplica, o direito a co-autoria de resoluções e o direito a levantar pontos de ordem sobre questões relativas à Palestina e ao Médio Oriente.

[editar] Reconhecimento


Países que reconhecem o Estado da Palestina (em verde).
O Brasil, reconhece a existência do Estado Palestino, com as fronteiras de 4 de junho de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias entre árabes e israelenses. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atendeu ao pedido de reconhecimento do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em 2010.[2] Desde 1975, o Brasil também reconhece a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como a "legítima representante do povo palestino".
O Estado Palestino é reconhecido por quase todos os países do mundo islâmico (com a exceção apenas da Eritréia), além da grande maioria dos países da Ásia e da África, e de boa parte dos países da América Latina e da Europa Oriental. Na Europa Ocidental, os únicos países que reconhecem o Estado Palestino são a República de Malta e a Islândia .
FONTE: Wikipedia

Conflito da Caxemira: Índia x Paquistão

Entenda o conflito pela disputa da Caxemira



Índia e Paquistão são ex-colônias britânicas. Em 1947 conseguiram independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Assim surgiu a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana.

O controle sobre a região da Caxemira foi causa de duas das três guerras (1948-1949, 1965 e 1971) já travadas entre Índia e Paquistão desde 1947 --ano em que ambos os países se tornaram independentes do Reino Unido.

A região da Caxemira continua dividida entre a Índia e o Paquistão. Os dois países abrandaram a retórica dura recentemente, mas nenhuma das partes parece estar pronta para um acordo. Instabilidades político-econômicas no Paquistão poderiam facilmente deflagrar um conflito.

A Caxemira é uma região montanhosa ao norte dos dois países. Grande parte da população da região é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, que a Índia nega.

O Paquistão reivindica o controle total da Caxemira sob o argumento de que lá vive uma população de maioria islâmica --a mesma do país. Já a Índia tem uma população majoritariamente hindu.

Os enfrentamentos costumam se intensificar nos meses de verão. Nessa época, com o derretimento da neve em porções da cordilheira do Himalaia, os separatistas islâmicos têm mais facilidade para se infiltrar na Caxemira indiana, vindos de solo paquistanês.

Nas lutas entre os grupos que envolvem os dois Exércitos e guerrilheiros pró-Paquistão, desde 1989, mais de 40 mil pessoas já morreram. Segundo o governo indiano, esses grupos recebem o apoio financeiro do Paquistão, que diz apenas ampará-los politicamente.

A rivalidade levou a uma corrida armamentista que culminou com a entrada de Índia e Paquistão, em 1998, no clube dos países detentores de armas nucleares. Ambos desenvolveram ao máximo sua infra-estrutura militar. Desde então, as hostilidades na Caxemira passaram a ser acompanhadas com mais atenção pela comunidade internacional.
fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u75769.shtml

Curdistão

Curdistão


Curdistão (em curdo: كوردستان ou Kurdistan[1][2]) é uma região com cerca de 500.000 km² distribuídos em sua maior parte na Turquia e o restante no Iraque, Irão, Síria, Armênia e Azerbeijão. Seu nome, que vem do persa e significa "terra dos curdos"[3] foi cunhado em 1150 pelo sultão seljúcida Sanjar para designar uma parte do Irã ocidental.[4][5]
Atualmente os curdos são a mais numerosa etnia sem Estado no mundo. São 26 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. Suas maiores cidades são Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.
Possui relevo acidentado, com o máximo nas montanhas da Alta Mesopotâmia, onde está o Monte Ararat (Büyük Agri) com 5165 metros de altitude, na fronteira Turquia/Armênia, suavizando até os planaltos do norte iraquiano. Há também a cadeia de montanhas Anti-Taurus, na Síria/Turquia.
O seu maior lago é o Lago Van, no lado turco, com 3.755 km². O Alto Tigre e o Alto Eufrates passam aqui. Somente em 1966 que conquistou autonomia cultural e administrativa pelo Iraque.

Mapa da região reivindicada pelos curdos.

Índice

 [esconder

Conflitos armados

A direção do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anuncia, em Fevereiro de 2000, o fim da luta armada contra o governo da Turquia, em apoio às posições de seu principal líder, Abdullah Öcalan, condenado à morte pela justiça turca. Mas forças turcas continuam atacando bases do PKK no vizinho Iraque. Cerca de 40 mil pessoas já morreram no Curdistão turco devido ao conflito.
Maior etnia sem Estado do mundo (26,3 milhões de pessoas), os curdos habitam uma vasta região do Oriente Médio que extrapola as fronteiras da Turquia, abrangendo partes do Iraque, do Irão, da Síria e da Armênia. São maioritariamente muçulmanos sunitas, organizam-se em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. A partir de meados do século XX, ocorrem rebeliões curdas na Turquia e no Iraque. O projeto de um Estado curdo tem opositores dos governos da região, que reprimem com violência os separatistas.
Sob o comando de Öcalan, o PKK inicia em 1984 a luta armada contra o governo turco porque não reconhece a existência da etnia curda e proíbe seu idioma.PKK e Ocalan matou 30 inocentes Turcos em 25 anos. Os guerrilheiros contam com o apoio do governo sírio e mantêm bases no Irão e no Iraque. A intensificação das acções do PKK quase provoca uma guerra entre Turquia e Síria, no final de 1998. Para evitar o conflito, os sírios retiram o apoio aos rebeldes e expulsam Öcalan, que foge para a Federação Russa e tenta obter asilo político na Itália, sem êxito. Em fevereiro de 1999, Öcalan é preso no Quênia, onde se refugiara na embaixada da Grécia.
Julgado na Turquia, Öcalan jura fidelidade ao Estado turco e anuncia o fim da guerrilha do PKK, mas é condenado à morte em junho. A sentença é ratificada pela Suprema Corte de Apelações, em novembro. Há pressões contrárias à aplicação da sentença e a União Européia (UE) deixa claro que a execução de Öcalan pesará na inclusão ou não da Turquia no bloco, cujos integrantes não adotam a pena capital.
O conflito entre o governo turco e a guerrilha curda estende-se com frequência ao Curdistão iraquiano. Após a Guerra do Golfo (1991) é criada uma zona de segurança no norte do Iraque para proteger os curdos que se rebelam contra Saddam Hussein. Forças turcas têm invadido a região com o pretexto de destruir as bases do PKK lá instaladas. A última onda de incursões ocorre em fevereiro e março de 2000, apesar da decisão do PKK de depor as armas.
FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Curdist%C3%A3o

Guerra de Kosovo

Guerra do Kosovo 


 


Por Caroline Faria
A Guerra de Kosovo tem raízes bem mais antigas que o primeiro ataque militar deflagrado pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na região em 1998 e que é considerado o estopim da guerra. Os Bálcãs, como é conhecida a região banhada pelo Mar Adriático (Bálcãs significa região de montanhas, ou montanhosa), abrigam diversas etnias diferentes, como os albaneses, sérvios, croatas, eslovênios, montenegrinos e macedônios, que por muito tempo permaneceram em conflitos tanto pelas diferenças étnicas quanto religiosas.
Os romanos, que chamavam toda a região de Dácia, tinham-na como um limite entre o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente. Então, quando houve o Cisma da Igreja Católica, os habitantes da região ficaram divididos entre a Igreja Católica favorável ao papado romano e a Igreja Católica Ortodoxa. Mais tarde, no século XV a região ainda foi invadida pelos turco-otomanos que obrigaram a população, principalmente da Albânia e da Bósnia, a se converter ao islamismo como forma de garantir sua ocupação.
Para complicar ainda mais o cenário, a região que já havia sofrido sob o domínio romano e turco-otomano, ainda foi vítima do domínio Francês, Turco e de forma mais indireta, da Rússia. A autonomia da região viria mesmo a acontecer apenas depois da I Guerra Mundial quando os Impérios, Austro-Húngaro, Russo e Otomano terminaram.
Com a queda dos três grandes impérios que dominavam a região, os Bálcãs finalmente puderam constituir um governo próprio que foi criado pelo Tratado de Paris em 1919. O Tratado previu a autonomia do Reino da Sérvia, da Croácia e da Eslovênia (que compreendia a Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia) que depois passaria a se chamar Reino da Iugoslávia. Mas, devido a um acordo assinado por Pavel (príncipe regente da Iugoslávia) em 1941 a região ficou subordinada ao Eixo provocando a rebelião da população que assumiu caráter antimonárquico e antifascista.
A Croácia se aproveitando da situação e com o apoio dos nazistas, declarou independência e iniciou a perseguição aos sérvios, judeus, ciganos e todos os que fossem antifascistas.
Em oposição aos nazistas surge a Liga Comunista da Iugoslávia, liderada por Josef Broz, mais conhecido como Tito. Tito, o pai da nação Iugoslava, consegue, em 1945, reestruturar as diversas etnias da região como estados dentro da República Socialista Federada da Iugoslávia. Por quarenta anos, sob o governo de Tito, a região consegue se estabilizar e Josef Broz torna-se um herói após enfrentar os dois maiores tiranos da Europa naquele período: Hitler e, depois Stálin, ao assumir um socialismo democrático ao contrário do ditador russo.
Mas, com a morte de Tito a instabilidade retorna aos Bálcãs. O sistema para a escolha do presidente Iugoslavo fracassa e, ao mesmo tempo, há a dissolução da URSS o que aumenta a instabilidade da região e provoca uma onda de declarações de independência: a Eslovênia em 1990, seguida pela Croácia e pela Bósnia – Herzegovina.
Os sérvios então, liderados por Slobodan Milosevic declaram guerra aos insurgentes, formando, mais tarde, a República Sérvio-Bósnia da Srpska. Foi aí que começou a “Guerra do Kosovo” propriamente dita.
A comunidade Européia temendo que uma nova Segunda Guerra Mundial começasse decide intervir através da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos conflitos dos Bálcãs. Então, em 1995, a OTAN lança seu primeiro ataque contra os sérvios-bósnios da Bósnia-Herzegovina. Em seguida, uma crise eclode na província de Kosovo deflagrada pelos albaneses (80% da população) com o objetivo de declarar a independência da região e expulsar os sérvios.
A OTAN, então em 1998, mais uma vez intervém com medo de que os albaneses sofram uma limpeza étnica a mando de Milosevic. Desrespeitando a soberania iugoslava e kosovar sobre a região, bombardeia a capital Iugoslava e até regiões de Kosovo ocupando-o militarmente.
Aproveitando-se da situação, os albaneses mudam de foco (Kosovo estava ocupado pela OTAN) e invadem a Macedônia. Sua intenção era criar a Grande Albânia, agregando Kosovo, parte da Macedônia e a Albânia propriamente dita. Mas a iniciativa é rechaçada pela OTAN que obriga os albaneses-macedônios a evitar que uma nova guerra se instale. Assim, após 72 dias de ataques da OTAN o novo governo da Iugoslávia troca Milosevic, acusado pelo Tribunal de Haia como criminoso de guerra, por uma quantia de US$ 1,300 milhões.
Atualmente a região que por quarenta anos permaneceu unificada, se divide em seis frágeis estados: a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, dentro da qual foi instituído o território independente da República de Srpska, a Sérvia – Iugoslávia com as províncias de Montenegro e Kosovo, a Macedônia e a Albânia.
fonte: site INFOESCOLA

Conflito Ruanda: Tutsis x hutus

Tutsis e hutus
por Pe. Osnildo Klann*, em Kisangani/Congo – Ouvi dizer que ontem (11) de manhã nosso vizinho, Ruanda, dominado pelos tutsis, declarou guerra à Republica Democrática do Congo. Não é novidade a guerra no leste congolês. A diferença é que agora seria oficial, se realmente essa declaração aconteceu. Não é fácil ter notícias aqui do que acontece no leste. Mas na realidade a gente daquela região sempre vive em constante tensão de guerra. Para entendermos um pouco a situação, faz-se necessário atentar para os detalhes e relembrar eventos.

Os países
Ruanda: pequeno território localizado no Planalto Central Africano, com elevadas montanhas vulcânicas e clima tropical de altitude. Faz fronteira com a República Democrática do Congo (ex- Zaire). A população é composta por 90% de hutus e 9% de tutsis, com um total de 6,5 milhões em 1998.
Burundi: localizado ao sul de Ruanda, com uma área de apenas 27.834 km2 , e uma população total de 6,6 milhões de habitantes, composta por 85% de hutus e 14% de tutsis.

As etnias
Os tutsis eram predominantemente pastoreiros e apresentavam maior estatura. Os hutus, de pele mais escura e menor estatura, tinham tradição agrícola. A partir da colonização sob o domínio alemão, e posteriormente belga, esses dois povos tiveram sua organização modificada.
Os tutsis foram escolhidos para assumirem cargos da administração estatal, treinamento militar, acesso exclusivo à educação, uma vez que as escolas exigiam estatura mínima, visando impedir o ingresso dos hutus. Tinham estatura vigorosa; raça pura, que os alemães da época tanto prezavam. Descendentes, talvez, da Rainha de Sabá.
Os hutus, pelo contrário, eram agricultores e de aparência física mais fraca. Eles não caíram nas graças dos alemães. Quando chegaram à região, os belgas continuaram a mesma política de discriminação, e assim incentivavam a rivalidade entre essas duas tribos, rivalidade que continua até hoje e que já provocou genocídios – e mesmo agora está provocando assassinatos numerosos com armas brancas.

Os conflitos
O conflito entre tutsis e hutus é mais uma demonstração do efeito retardado da política colonial européia no continente africano. Até o início da colonização alemã na região, as duas etnias viviam em relativa harmonia, no território que hoje é ocupado por Ruanda e Burundi.
Em 1959, os ressentimentos acumulados pelos hutus no período colonial explodem. Nesta primeira rebelião, militares tutsis foram aprisionados e tiveram seus pés cortados a golpes de facão, com o objetivo de diminuir a diferença de estatura (e, simbolicamente, diminuir as diferenças sociais).
Em 1962, a Ruanda tornou-se independente e a minoria tutsi ficou a mercê dos hutus, sendo obrigado a migrar para Uganda, a fim de organizarem uma nova tomada de poder. Este conflito se intensificou a partir de abril de 1994, quando os presidentes de Ruanda e Burundi, de etnia hutu, foram mortos em um atentado que derrubou o avião onde viajavam juntos. Foi o estopim para o genocídio com mais de 1 milhão de mortos e mais de 2 milhões de refugiados.
Em julho de 1998, foi elaborado um acordo de cessar fogo, com o estabelecimento de um governo formado por representantes tutsis e hutus. Mas esse acordo pouco resultado tive. As rivalidades continuam.

Os tutsis e os hutus no território congolês
Para destituir Mobutu do poder, Kabila, pai do atual presidente congolês, contou com a colaboração dos ruandeses e dos ugandeses. Depois da vitória, os militares desses dois países não queriam mais sair da RD do Congo, disputando a posse da terra, uma vez que o território deles é extremamente pequeno e porque essas etnias afirmam serem suas essas terras congolesas. Principalmente as terras dos Grandes Lagos. Durante dias, eles lutaram na RD do Congo, principalmente na região norte e leste, matando milhares e milhares de congoleses. A intervenção da ONU estabeleceu uma paz frágil. Os tutsis de Ruanda continuaram apoiando um general congolês revolucionário, Nkunda, e os hutus continuaram atacando as populações da região do Kivu com as milicias interahamwe (paramilitares hutus).
Esses revolucionários criaram um clima de intranqüilidade e uma psicose de guerra no leste congolês. Tropas estrangeiras infernizavam a vida das populações. A Conferência dos bispos da RD do Congo fez um alerta às autoridades congolesas e internacionais, denunciando a presença de militares estrangeiros em território congolês, e condenando fortemente toda violência e proclamando, em alto e bom som, a soberania da nação congolesa. Isso em 2004.
Apesar de todo o clamor do povo e dos senhores bispos, as autoridades nacionais e estrangeiras pouco se importavam com a situação dramática do povo do leste congolês, vitima da violência, das incursões militares em suas cidades e aldeias.
Em 2007, os bispos novamente protestaram, chamando a atenção das autoridades para a triste situação no leste. Em dezembro de 2007, no Memorandum da Conferência Episcopal Nacional do Congo aos participantes da conferência sobre a paz, a segurança e o desenvolvimento no norte e no sul (Kivu), os bispos afirmaram: “O sucesso de uma tal conferência depende do espírito de diálogo na transparência e na verdade, da determinação e da sinceridade dos participantes. Nada se fará, se a conferência não abordar as questões de fundo e em todas as suas dimensões: humanitárias, territoriais, históricas, econômicas, políticas, étnicas, jurídicas”.

Depois da Conferência
Infelizmente, pouco resultado trouxe a conferência de Goma. A intranqüilidade continua na região. As milícias paramilitares continuam apavorando os habitantes do Kivu. Agora mesmo estão em guerra. E o governo não tem força nem moral para tomar uma atitude enérgica contra esses grupos, pois não tem um exército forte nem coragem de agir, já que está compromissado com os tutsis, que o ajudaram a derrubar Mobutu. Além disso, a penetração dos tutsis no território congolês, e mesmo no próprio governo do país é uma realidade. E eles são os mais interessados na posse dessas ricas terras do leste congolês.
fonte:http://www.amalgama.blog.br/