terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criação do estado da Palestina: Israel x Paquistão

Estado da Palestina


فلسطين
Filastin

Palestina
Flag of Palestine.svg
Palestinian National Authority COA.svg
BandeiraBrasão de armas
Hino nacional: Biladi
Gentílico: palestiniano, palestino

Localização  Palestina

Localização do Estado da Palestina no Médio Oriente
CapitalJerusalém Oriental (reivindicada)
31°47′N 35°13′E
Cidade mais populosaGaza
GovernoRepública semipresidencialista de democracia parlamentar
 - Presidente
(em disputa)
Mahmoud Abbas (Cisjordânia)
Aziz Duwaik (Faixa de Gaza)
 - Primeiro-ministro
(em disputa)
Salam Fayyad (Cisjordânia)
Ismail Haniyeh (Faixa de Gaza)
População
 - Estimativa de 20094.136.540 hab. (125.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2008
 - TotalUS$ 11,95 bilhão* USD 
 - Per capitaUS$ 2 900 USD 
Indicadores sociais
 - IDH (2007)0,731 (106.º) – médio
Fuso horário(UTC+1)
 - Verão (DST)(UTC+2)
Cód. Internet.ps
Cód. telef.+970
O Estado da Palestina (árabe: دولة فلسطين, transl. Dawlat Filastin) é uma organização política reconhecida parcialmente como um estado soberano no Oriente Médio. O Estado palestiniano controla algumas funções da administração pública nos territórios palestinianos. Ele foi proclamado no dia 15 de Novembro de 1988 em Argel pelo Conselho Nacional Palestiniano (o organismo legislativo da Organização para a Libertação da Palestina, OLP) através de uma votação com 253 votos a favor, 46 votos contra e 10 abstenções. O Estado palestiniano é administrado, desde 1994, pela Autoridade Nacional Palestiniana, e é reconhecido como um Estado soberano por 109 países.[1]
A declaração invocou o Tratado de Lausanne (1923) e a resolução 181.SFR da Assembléia Geral das Nações Unidas como forma de fundamentar a proclamação do "Estado da Palestina no nosso território Palestiniano com a sua capital em Jerusalém". Foi o esforço diplomático com maior sucesso no sentido da criação de um Estado Palestiniano, apesar do facto, o Estado da Palestina não possuia, na época, soberania sobre nenhum território. Actualmente a Autoridade Nacional Palestiniana ambiciona o estabelecimento de um Estado da Palestina e que possua um governo democrático e transparente, na totalidade da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, posição apoiada pelos Estados Unidos, União Europeia, UNASUL e Liga Árabe.
Ao longo do conflito israelo-palestino, as reivindicações pela independência do Estado da Palestina tem sido largamente ignoradas por Israel, mesmo após o plano de retirada realizado em 2005. Além disso, o Estado Palestino ainda não é um estado-membro efetivo da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo representado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que é apenas um membro observador da organização. Alguns países da União Europeia, como o Reino Unido, mantêm relações com a Autoridade Nacional Palestiniana, estabelecida através dos Acordo de Paz de Oslo.

Índice


 

[editar] Representação na Organização das Nações Unidas

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) obteve o estatuto de observador por parte da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1974 através da resolução 3237.
No dia 15 de Novembro de 1988 a Assembléia Geral adopta a resolução 43/177 pela qual reconhece a proclamação do Estado da Palestina pelo Conselho Nacional Palestiniano e decide que a designação "Palestina" deve ser usada no sistema interno da ONU em substituição da sigla OLP.
Em 7 de julho de 1998 a Assembléia Geral adoptou a resolução 52/250 que conferia à Palestina direitos adicionais e privilégios suplementares, nos quais se incluem o direito a participar no debate geral que tem lugar no início de cada sessão da Assembléia Geral, o direito de réplica, o direito a co-autoria de resoluções e o direito a levantar pontos de ordem sobre questões relativas à Palestina e ao Médio Oriente.

[editar] Reconhecimento


Países que reconhecem o Estado da Palestina (em verde).
O Brasil, reconhece a existência do Estado Palestino, com as fronteiras de 4 de junho de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias entre árabes e israelenses. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atendeu ao pedido de reconhecimento do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em 2010.[2] Desde 1975, o Brasil também reconhece a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como a "legítima representante do povo palestino".
O Estado Palestino é reconhecido por quase todos os países do mundo islâmico (com a exceção apenas da Eritréia), além da grande maioria dos países da Ásia e da África, e de boa parte dos países da América Latina e da Europa Oriental. Na Europa Ocidental, os únicos países que reconhecem o Estado Palestino são a República de Malta e a Islândia .
FONTE: Wikipedia

Conflito da Caxemira: Índia x Paquistão

Entenda o conflito pela disputa da Caxemira



Índia e Paquistão são ex-colônias britânicas. Em 1947 conseguiram independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Assim surgiu a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana.

O controle sobre a região da Caxemira foi causa de duas das três guerras (1948-1949, 1965 e 1971) já travadas entre Índia e Paquistão desde 1947 --ano em que ambos os países se tornaram independentes do Reino Unido.

A região da Caxemira continua dividida entre a Índia e o Paquistão. Os dois países abrandaram a retórica dura recentemente, mas nenhuma das partes parece estar pronta para um acordo. Instabilidades político-econômicas no Paquistão poderiam facilmente deflagrar um conflito.

A Caxemira é uma região montanhosa ao norte dos dois países. Grande parte da população da região é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, que a Índia nega.

O Paquistão reivindica o controle total da Caxemira sob o argumento de que lá vive uma população de maioria islâmica --a mesma do país. Já a Índia tem uma população majoritariamente hindu.

Os enfrentamentos costumam se intensificar nos meses de verão. Nessa época, com o derretimento da neve em porções da cordilheira do Himalaia, os separatistas islâmicos têm mais facilidade para se infiltrar na Caxemira indiana, vindos de solo paquistanês.

Nas lutas entre os grupos que envolvem os dois Exércitos e guerrilheiros pró-Paquistão, desde 1989, mais de 40 mil pessoas já morreram. Segundo o governo indiano, esses grupos recebem o apoio financeiro do Paquistão, que diz apenas ampará-los politicamente.

A rivalidade levou a uma corrida armamentista que culminou com a entrada de Índia e Paquistão, em 1998, no clube dos países detentores de armas nucleares. Ambos desenvolveram ao máximo sua infra-estrutura militar. Desde então, as hostilidades na Caxemira passaram a ser acompanhadas com mais atenção pela comunidade internacional.
fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u75769.shtml

Curdistão

Curdistão


Curdistão (em curdo: كوردستان ou Kurdistan[1][2]) é uma região com cerca de 500.000 km² distribuídos em sua maior parte na Turquia e o restante no Iraque, Irão, Síria, Armênia e Azerbeijão. Seu nome, que vem do persa e significa "terra dos curdos"[3] foi cunhado em 1150 pelo sultão seljúcida Sanjar para designar uma parte do Irã ocidental.[4][5]
Atualmente os curdos são a mais numerosa etnia sem Estado no mundo. São 26 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. Suas maiores cidades são Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.
Possui relevo acidentado, com o máximo nas montanhas da Alta Mesopotâmia, onde está o Monte Ararat (Büyük Agri) com 5165 metros de altitude, na fronteira Turquia/Armênia, suavizando até os planaltos do norte iraquiano. Há também a cadeia de montanhas Anti-Taurus, na Síria/Turquia.
O seu maior lago é o Lago Van, no lado turco, com 3.755 km². O Alto Tigre e o Alto Eufrates passam aqui. Somente em 1966 que conquistou autonomia cultural e administrativa pelo Iraque.

Mapa da região reivindicada pelos curdos.

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Conflitos armados

A direção do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anuncia, em Fevereiro de 2000, o fim da luta armada contra o governo da Turquia, em apoio às posições de seu principal líder, Abdullah Öcalan, condenado à morte pela justiça turca. Mas forças turcas continuam atacando bases do PKK no vizinho Iraque. Cerca de 40 mil pessoas já morreram no Curdistão turco devido ao conflito.
Maior etnia sem Estado do mundo (26,3 milhões de pessoas), os curdos habitam uma vasta região do Oriente Médio que extrapola as fronteiras da Turquia, abrangendo partes do Iraque, do Irão, da Síria e da Armênia. São maioritariamente muçulmanos sunitas, organizam-se em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. A partir de meados do século XX, ocorrem rebeliões curdas na Turquia e no Iraque. O projeto de um Estado curdo tem opositores dos governos da região, que reprimem com violência os separatistas.
Sob o comando de Öcalan, o PKK inicia em 1984 a luta armada contra o governo turco porque não reconhece a existência da etnia curda e proíbe seu idioma.PKK e Ocalan matou 30 inocentes Turcos em 25 anos. Os guerrilheiros contam com o apoio do governo sírio e mantêm bases no Irão e no Iraque. A intensificação das acções do PKK quase provoca uma guerra entre Turquia e Síria, no final de 1998. Para evitar o conflito, os sírios retiram o apoio aos rebeldes e expulsam Öcalan, que foge para a Federação Russa e tenta obter asilo político na Itália, sem êxito. Em fevereiro de 1999, Öcalan é preso no Quênia, onde se refugiara na embaixada da Grécia.
Julgado na Turquia, Öcalan jura fidelidade ao Estado turco e anuncia o fim da guerrilha do PKK, mas é condenado à morte em junho. A sentença é ratificada pela Suprema Corte de Apelações, em novembro. Há pressões contrárias à aplicação da sentença e a União Européia (UE) deixa claro que a execução de Öcalan pesará na inclusão ou não da Turquia no bloco, cujos integrantes não adotam a pena capital.
O conflito entre o governo turco e a guerrilha curda estende-se com frequência ao Curdistão iraquiano. Após a Guerra do Golfo (1991) é criada uma zona de segurança no norte do Iraque para proteger os curdos que se rebelam contra Saddam Hussein. Forças turcas têm invadido a região com o pretexto de destruir as bases do PKK lá instaladas. A última onda de incursões ocorre em fevereiro e março de 2000, apesar da decisão do PKK de depor as armas.
FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Curdist%C3%A3o

Guerra de Kosovo

Guerra do Kosovo 


 


Por Caroline Faria
A Guerra de Kosovo tem raízes bem mais antigas que o primeiro ataque militar deflagrado pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na região em 1998 e que é considerado o estopim da guerra. Os Bálcãs, como é conhecida a região banhada pelo Mar Adriático (Bálcãs significa região de montanhas, ou montanhosa), abrigam diversas etnias diferentes, como os albaneses, sérvios, croatas, eslovênios, montenegrinos e macedônios, que por muito tempo permaneceram em conflitos tanto pelas diferenças étnicas quanto religiosas.
Os romanos, que chamavam toda a região de Dácia, tinham-na como um limite entre o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente. Então, quando houve o Cisma da Igreja Católica, os habitantes da região ficaram divididos entre a Igreja Católica favorável ao papado romano e a Igreja Católica Ortodoxa. Mais tarde, no século XV a região ainda foi invadida pelos turco-otomanos que obrigaram a população, principalmente da Albânia e da Bósnia, a se converter ao islamismo como forma de garantir sua ocupação.
Para complicar ainda mais o cenário, a região que já havia sofrido sob o domínio romano e turco-otomano, ainda foi vítima do domínio Francês, Turco e de forma mais indireta, da Rússia. A autonomia da região viria mesmo a acontecer apenas depois da I Guerra Mundial quando os Impérios, Austro-Húngaro, Russo e Otomano terminaram.
Com a queda dos três grandes impérios que dominavam a região, os Bálcãs finalmente puderam constituir um governo próprio que foi criado pelo Tratado de Paris em 1919. O Tratado previu a autonomia do Reino da Sérvia, da Croácia e da Eslovênia (que compreendia a Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia) que depois passaria a se chamar Reino da Iugoslávia. Mas, devido a um acordo assinado por Pavel (príncipe regente da Iugoslávia) em 1941 a região ficou subordinada ao Eixo provocando a rebelião da população que assumiu caráter antimonárquico e antifascista.
A Croácia se aproveitando da situação e com o apoio dos nazistas, declarou independência e iniciou a perseguição aos sérvios, judeus, ciganos e todos os que fossem antifascistas.
Em oposição aos nazistas surge a Liga Comunista da Iugoslávia, liderada por Josef Broz, mais conhecido como Tito. Tito, o pai da nação Iugoslava, consegue, em 1945, reestruturar as diversas etnias da região como estados dentro da República Socialista Federada da Iugoslávia. Por quarenta anos, sob o governo de Tito, a região consegue se estabilizar e Josef Broz torna-se um herói após enfrentar os dois maiores tiranos da Europa naquele período: Hitler e, depois Stálin, ao assumir um socialismo democrático ao contrário do ditador russo.
Mas, com a morte de Tito a instabilidade retorna aos Bálcãs. O sistema para a escolha do presidente Iugoslavo fracassa e, ao mesmo tempo, há a dissolução da URSS o que aumenta a instabilidade da região e provoca uma onda de declarações de independência: a Eslovênia em 1990, seguida pela Croácia e pela Bósnia – Herzegovina.
Os sérvios então, liderados por Slobodan Milosevic declaram guerra aos insurgentes, formando, mais tarde, a República Sérvio-Bósnia da Srpska. Foi aí que começou a “Guerra do Kosovo” propriamente dita.
A comunidade Européia temendo que uma nova Segunda Guerra Mundial começasse decide intervir através da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos conflitos dos Bálcãs. Então, em 1995, a OTAN lança seu primeiro ataque contra os sérvios-bósnios da Bósnia-Herzegovina. Em seguida, uma crise eclode na província de Kosovo deflagrada pelos albaneses (80% da população) com o objetivo de declarar a independência da região e expulsar os sérvios.
A OTAN, então em 1998, mais uma vez intervém com medo de que os albaneses sofram uma limpeza étnica a mando de Milosevic. Desrespeitando a soberania iugoslava e kosovar sobre a região, bombardeia a capital Iugoslava e até regiões de Kosovo ocupando-o militarmente.
Aproveitando-se da situação, os albaneses mudam de foco (Kosovo estava ocupado pela OTAN) e invadem a Macedônia. Sua intenção era criar a Grande Albânia, agregando Kosovo, parte da Macedônia e a Albânia propriamente dita. Mas a iniciativa é rechaçada pela OTAN que obriga os albaneses-macedônios a evitar que uma nova guerra se instale. Assim, após 72 dias de ataques da OTAN o novo governo da Iugoslávia troca Milosevic, acusado pelo Tribunal de Haia como criminoso de guerra, por uma quantia de US$ 1,300 milhões.
Atualmente a região que por quarenta anos permaneceu unificada, se divide em seis frágeis estados: a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, dentro da qual foi instituído o território independente da República de Srpska, a Sérvia – Iugoslávia com as províncias de Montenegro e Kosovo, a Macedônia e a Albânia.
fonte: site INFOESCOLA

Conflito Ruanda: Tutsis x hutus

Tutsis e hutus
por Pe. Osnildo Klann*, em Kisangani/Congo – Ouvi dizer que ontem (11) de manhã nosso vizinho, Ruanda, dominado pelos tutsis, declarou guerra à Republica Democrática do Congo. Não é novidade a guerra no leste congolês. A diferença é que agora seria oficial, se realmente essa declaração aconteceu. Não é fácil ter notícias aqui do que acontece no leste. Mas na realidade a gente daquela região sempre vive em constante tensão de guerra. Para entendermos um pouco a situação, faz-se necessário atentar para os detalhes e relembrar eventos.

Os países
Ruanda: pequeno território localizado no Planalto Central Africano, com elevadas montanhas vulcânicas e clima tropical de altitude. Faz fronteira com a República Democrática do Congo (ex- Zaire). A população é composta por 90% de hutus e 9% de tutsis, com um total de 6,5 milhões em 1998.
Burundi: localizado ao sul de Ruanda, com uma área de apenas 27.834 km2 , e uma população total de 6,6 milhões de habitantes, composta por 85% de hutus e 14% de tutsis.

As etnias
Os tutsis eram predominantemente pastoreiros e apresentavam maior estatura. Os hutus, de pele mais escura e menor estatura, tinham tradição agrícola. A partir da colonização sob o domínio alemão, e posteriormente belga, esses dois povos tiveram sua organização modificada.
Os tutsis foram escolhidos para assumirem cargos da administração estatal, treinamento militar, acesso exclusivo à educação, uma vez que as escolas exigiam estatura mínima, visando impedir o ingresso dos hutus. Tinham estatura vigorosa; raça pura, que os alemães da época tanto prezavam. Descendentes, talvez, da Rainha de Sabá.
Os hutus, pelo contrário, eram agricultores e de aparência física mais fraca. Eles não caíram nas graças dos alemães. Quando chegaram à região, os belgas continuaram a mesma política de discriminação, e assim incentivavam a rivalidade entre essas duas tribos, rivalidade que continua até hoje e que já provocou genocídios – e mesmo agora está provocando assassinatos numerosos com armas brancas.

Os conflitos
O conflito entre tutsis e hutus é mais uma demonstração do efeito retardado da política colonial européia no continente africano. Até o início da colonização alemã na região, as duas etnias viviam em relativa harmonia, no território que hoje é ocupado por Ruanda e Burundi.
Em 1959, os ressentimentos acumulados pelos hutus no período colonial explodem. Nesta primeira rebelião, militares tutsis foram aprisionados e tiveram seus pés cortados a golpes de facão, com o objetivo de diminuir a diferença de estatura (e, simbolicamente, diminuir as diferenças sociais).
Em 1962, a Ruanda tornou-se independente e a minoria tutsi ficou a mercê dos hutus, sendo obrigado a migrar para Uganda, a fim de organizarem uma nova tomada de poder. Este conflito se intensificou a partir de abril de 1994, quando os presidentes de Ruanda e Burundi, de etnia hutu, foram mortos em um atentado que derrubou o avião onde viajavam juntos. Foi o estopim para o genocídio com mais de 1 milhão de mortos e mais de 2 milhões de refugiados.
Em julho de 1998, foi elaborado um acordo de cessar fogo, com o estabelecimento de um governo formado por representantes tutsis e hutus. Mas esse acordo pouco resultado tive. As rivalidades continuam.

Os tutsis e os hutus no território congolês
Para destituir Mobutu do poder, Kabila, pai do atual presidente congolês, contou com a colaboração dos ruandeses e dos ugandeses. Depois da vitória, os militares desses dois países não queriam mais sair da RD do Congo, disputando a posse da terra, uma vez que o território deles é extremamente pequeno e porque essas etnias afirmam serem suas essas terras congolesas. Principalmente as terras dos Grandes Lagos. Durante dias, eles lutaram na RD do Congo, principalmente na região norte e leste, matando milhares e milhares de congoleses. A intervenção da ONU estabeleceu uma paz frágil. Os tutsis de Ruanda continuaram apoiando um general congolês revolucionário, Nkunda, e os hutus continuaram atacando as populações da região do Kivu com as milicias interahamwe (paramilitares hutus).
Esses revolucionários criaram um clima de intranqüilidade e uma psicose de guerra no leste congolês. Tropas estrangeiras infernizavam a vida das populações. A Conferência dos bispos da RD do Congo fez um alerta às autoridades congolesas e internacionais, denunciando a presença de militares estrangeiros em território congolês, e condenando fortemente toda violência e proclamando, em alto e bom som, a soberania da nação congolesa. Isso em 2004.
Apesar de todo o clamor do povo e dos senhores bispos, as autoridades nacionais e estrangeiras pouco se importavam com a situação dramática do povo do leste congolês, vitima da violência, das incursões militares em suas cidades e aldeias.
Em 2007, os bispos novamente protestaram, chamando a atenção das autoridades para a triste situação no leste. Em dezembro de 2007, no Memorandum da Conferência Episcopal Nacional do Congo aos participantes da conferência sobre a paz, a segurança e o desenvolvimento no norte e no sul (Kivu), os bispos afirmaram: “O sucesso de uma tal conferência depende do espírito de diálogo na transparência e na verdade, da determinação e da sinceridade dos participantes. Nada se fará, se a conferência não abordar as questões de fundo e em todas as suas dimensões: humanitárias, territoriais, históricas, econômicas, políticas, étnicas, jurídicas”.

Depois da Conferência
Infelizmente, pouco resultado trouxe a conferência de Goma. A intranqüilidade continua na região. As milícias paramilitares continuam apavorando os habitantes do Kivu. Agora mesmo estão em guerra. E o governo não tem força nem moral para tomar uma atitude enérgica contra esses grupos, pois não tem um exército forte nem coragem de agir, já que está compromissado com os tutsis, que o ajudaram a derrubar Mobutu. Além disso, a penetração dos tutsis no território congolês, e mesmo no próprio governo do país é uma realidade. E eles são os mais interessados na posse dessas ricas terras do leste congolês.
fonte:http://www.amalgama.blog.br/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Conflitos Étnicos-Separatistas

Definição: 

Diferenças ideológicas, religiosas, étnicas, culturais, dentre outros motivos, podem dar início a movimentos que, em geral, buscam a individualidade e reconhecimento de identidade de um grupo social. Assim, é que em muitas regiões do planeta, de quando em vez, eclodem conflitos nessa tentativa, por muitas vezes alcançando seu objetivo depois de muito derramamento de sangue ou ainda derramando muito sangue e não alcançando seu objetivo.


Conflito Israel x Palestina

No livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, por meio de interpretações livres, os homens de origem israelense são interpretados como seres de menor importância e disponível ao domínio alheio. O Alcorão reúne revelações transmitidas por Deus ao profeta Maomé, por meio do arcanjo Gabriel.

Independente das interpretações a respeito de livros sagrados como o Alcorão e a Bíblia (onde também há relatos da antiga Palestina e Israel), todo povo e sua religiosidade deve ser respeitada, sendo esta afirmação um dos artigos mais importantes da Declaração dos Direitos Humanos.

Porém, o conflito entre árabes e judeus tem sua origem em momentos remotos da história da humanidade. A presença de judeus na antiga Palestina ocorre desde o segundo milênio antes do nascimento de Jesus Cristo.

No ano de 635, a região da Palestina foi ocupada pelos árabes, no período conhecido como "expansão islâmica". Nos primórdios da Idade Média, a Palestina era administrada pelo Império Romano. Somente no século VII, a Palestina seria conquistada pelos muçulmanos, posteriormente viria a ser dominada pelo Império Otomano.

Já no século XIX, boa parte do povo judeu vivia e trabalhava no Leste Europeu, uma comunidade que empreendia serviços de empréstimo de dinheiro e comércio. No decorrer desse século, por serem acusados de "roubarem" os empregos dos nativos dos países do Leste Europeu, iniciaram uma migração para a Europa Ocidental.

Theodor Herzl, criador do movimento sionista.
Por ser um povo sem terra própria, o jornalista judeu Theodor Herzl, no ano de 1896, iniciou o movimento sionista, com o propósito de construir uma nação judaica na região da Palestina. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra passou a administrar a região palestina em virtude da existência do petróleo e do posicionamento estratégico. Nesse período, o então ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, Lord Balfour, apoiou a criação de um estado judaica na região.

Vários judeus de todas as partes do mundo reuniriam recursos financeiros e começaram a comprar grandes lotes de terras na Palestina, como eram terras férteis, o fato gerou os primeiros conflitos entre árabes e judeus no século XX. Os judeus criaram um exército, o "Haganah", para proteger as terras que passaram a receber um maior número de imigrantes judeus que fugiam da perseguição da Alemanha de Hitler.

Antes da Segunda Guerra, em 1936, os judeus já constituíam 34% do total da população na região da Palestina. Colônias judaicas foram atacadas pelos árabes, o que forçou uma intervenção local da Inglaterra. A situação se inverteu quando a Inglaterra elaborou um projeto para limitar a imigração dos judeus à região, provocando ataques dos judeus às bases britânicas.

Depois da Segunda Guerra, a ONU assumiu a administração da região. O então presidente dos EUA, Henry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas partes, os judeus receberam uma região de 14.500 km² (incluindo Jerusalém)e o palestinos, 11.500 km². Em 1948, estava criado o estado de Israel.

Desde então, os palestinos reclamam parte das terras santas como pertencentes a eles, segundo a ONU, a cidade de Jerusalém deveria ser um território neutro por derivar referência a vários credos e religiões. Segundo os árabes, os planos dos EUA e da ONU, e a criação do estado judeu era ilegal, pois os palestinos eram maioria na região.

No ano de 1964, foi criada a OLP, uma liga dos estados árabes. Em 1967, foi desencadeada a Guerra dos Seis Dias, uma guerra preventiva por parte de Israel para a recuperação de regiões anteriormente perdidas para invasões realizadas pelos países árabes.

No decorrer do século XX, Israel sempre teve o apoio bélico, científico, econômico e diplomático dos EUA. Enquanto que a ONU tentou intermediar o conflito que, em muitas situações não obtiveram positivos acordos em virtude de ataques terroristas de grupos palestinos e de uma postura fechada por parte da diplomacia israelense.

FONTE:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/palestinosisraelenses3.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_israelo-palestino 
site:slideshare