Diferenças ideológicas, religiosas, étnicas, culturais, dentre outros motivos, podem dar início a movimentos que, em geral, buscam a individualidade e reconhecimento de identidade de um grupo social. Assim, é que em muitas regiões do planeta, de quando em vez, eclodem conflitos nessa tentativa, por muitas vezes alcançando seu objetivo depois de muito derramamento de sangue ou ainda derramando muito sangue e não alcançando seu objetivo.
Conflito Israel x Palestina
No livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, por meio de interpretações livres, os homens de origem israelense são interpretados como seres de menor importância e disponível ao domínio alheio. O Alcorão reúne revelações transmitidas por Deus ao profeta Maomé, por meio do arcanjo Gabriel.Independente das interpretações a respeito de livros sagrados como o Alcorão e a Bíblia (onde também há relatos da antiga Palestina e Israel), todo povo e sua religiosidade deve ser respeitada, sendo esta afirmação um dos artigos mais importantes da Declaração dos Direitos Humanos.
Porém, o conflito entre árabes e judeus tem sua origem em momentos remotos da história da humanidade. A presença de judeus na antiga Palestina ocorre desde o segundo milênio antes do nascimento de Jesus Cristo.
No ano de 635, a região da Palestina foi ocupada pelos árabes, no período conhecido como "expansão islâmica". Nos primórdios da Idade Média, a Palestina era administrada pelo Império Romano. Somente no século VII, a Palestina seria conquistada pelos muçulmanos, posteriormente viria a ser dominada pelo Império Otomano.
Já no século XIX, boa parte do povo judeu vivia e trabalhava no Leste Europeu, uma comunidade que empreendia serviços de empréstimo de dinheiro e comércio. No decorrer desse século, por serem acusados de "roubarem" os empregos dos nativos dos países do Leste Europeu, iniciaram uma migração para a Europa Ocidental.
Por ser um povo sem terra própria, o jornalista judeu Theodor Herzl, no ano de 1896, iniciou o movimento sionista, com o propósito de construir uma nação judaica na região da Palestina. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra passou a administrar a região palestina em virtude da existência do petróleo e do posicionamento estratégico. Nesse período, o então ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, Lord Balfour, apoiou a criação de um estado judaica na região.Theodor Herzl, criador do movimento sionista.
Vários judeus de todas as partes do mundo reuniriam recursos financeiros e começaram a comprar grandes lotes de terras na Palestina, como eram terras férteis, o fato gerou os primeiros conflitos entre árabes e judeus no século XX. Os judeus criaram um exército, o "Haganah", para proteger as terras que passaram a receber um maior número de imigrantes judeus que fugiam da perseguição da Alemanha de Hitler.
Antes da Segunda Guerra, em 1936, os judeus já constituíam 34% do total da população na região da Palestina. Colônias judaicas foram atacadas pelos árabes, o que forçou uma intervenção local da Inglaterra. A situação se inverteu quando a Inglaterra elaborou um projeto para limitar a imigração dos judeus à região, provocando ataques dos judeus às bases britânicas.
Depois da Segunda Guerra, a ONU assumiu a administração da região. O então presidente dos EUA, Henry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas partes, os judeus receberam uma região de 14.500 km² (incluindo Jerusalém)e o palestinos, 11.500 km². Em 1948, estava criado o estado de Israel.
Desde então, os palestinos reclamam parte das terras santas como pertencentes a eles, segundo a ONU, a cidade de Jerusalém deveria ser um território neutro por derivar referência a vários credos e religiões. Segundo os árabes, os planos dos EUA e da ONU, e a criação do estado judeu era ilegal, pois os palestinos eram maioria na região.
No ano de 1964, foi criada a OLP, uma liga dos estados árabes. Em 1967, foi desencadeada a Guerra dos Seis Dias, uma guerra preventiva por parte de Israel para a recuperação de regiões anteriormente perdidas para invasões realizadas pelos países árabes.
No decorrer do século XX, Israel sempre teve o apoio bélico, científico, econômico e diplomático dos EUA. Enquanto que a ONU tentou intermediar o conflito que, em muitas situações não obtiveram positivos acordos em virtude de ataques terroristas de grupos palestinos e de uma postura fechada por parte da diplomacia israelense.
FONTE:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/palestinosisraelenses3.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_israelo-palestino
site:slideshare
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